Domingo, Julho 27, 2008

nas no colbert report

"Today Nas responded like the gangster he is: with a petiton. Nothing says thug life more than a clearly worded argument submited in writing and supported by the signatures of concerned citizens."





Sábado, Julho 05, 2008

mais um

No novo disco do Nas, «Untitled», mais um sample de «Message from a Black Man». Obrigado ao Kooltuga pela dica. A do Rza continua a ser a minha favorita, e a vossa, instrumentalmente falando?

Segunda-feira, Junho 30, 2008

O senhor King Geedorah, ou seja, MF DOOM, também samplou "A message from a Black Man". O resultado, na minha opinião, não é tão bom como em Rza:

Domingo, Junho 29, 2008

rza em grande

Rza está de volta com «Digi Snacks» e em grande estilo: "It's a perfect blend of reality, fiction, sci-fi and martial arts”, suficiente para nos deixar curiosos, não? O primeiro single - "You Can't Stop Me Now" com Inspectha Deck - é uma lição de como tratar bem um sample, respeitando a música original. Neste caso o original chama-se “Message from a Black Man”, composição dos geniais Barrett Strong e Norman Whitfield para os Temptations, mas é a versão dos The Whatnauts que Rza sampla. Uma lição especialmente para os “tugas” que tanto maltratam aquilo que samplam, basta ouvir o que Madkutz fez ao clássico “Strawberry Letter 23” no último disco de Royalistick. Bom, o melhor mesmo é ver o vídeo de Rza, sem Inspectah Deck:

Domingo, Junho 22, 2008

Coultrain - The Adventures of Seymour Liberty


Ouvi o relógio da sala a dar quatro badaladas e amaldiçoei quem inventou as insónias que, como sabem, não foram inventadas. Levantei-me do sofá, desliguei a televisão e comecei a jogar Manjong no computador. Enquanto procurava o par para a peça do dragão verde incomodou-me o silêncio. Nada de novo, portanto. Meti os auscultadores na cabeça e um tal de Coultrain – através do seu disco «The Adventures of Seymour Liberty» - começou a cantar-me ao ouvido, acompanhado por pormenores instrumentais que tanto me lembram a soul orquestral da Stax como também a soul espacial de Steve Spacek. Neste disco há uma bateria feita para retirar o pouco sono que tenho e que actua directamente na minha anca; há uma guitarra que me sussurra - muito baixinho porque se assim não fosse deixava de ser um sussurro - «estou deprimida»; e há um piano, ou um primo, a ver as suas teclas a serem acariciadas com carinho (sim, sou redundante). Há também referências cinematográficas - uma faixa chamada «Lost in Translation», o (ou “um”, como preferirem) filme da insónia, inconveniente, não?
Boa noite!